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Não me Sai da Cabeça

em Seg Jan 07, 2013 8:42 pm

Sílvia Alberto regressa ao ecrã da RTP1 no dia 14 de janeiro com o “Não me sai da cabeça”.

É uma série de documentários na qual se investiga a razão pela qual determinadas canções foram grandes sucessos e continuam, ainda hoje, a ser cantaroladas por toda a gente. Com um estilo de apresentação informal e descontraído Sílvia Alberto vai descobrir porque é que determinada canção “Não me sai da cabeça”. Para isso vai ter a ajuda de sociólogos, músicos, opinion-makers, e, claro, das pessoas que, de uma forma ou de outra, foram tocadas pelo tema, quer sejam cidadãos anónimos, quer figuras públicas.

Para além dos depoimentos, “Não me sai da cabeça” relembra atuações míticas, imagens e fotografias já quase esquecidas, e ainda novas versões, divertidos enquadramentos históricos e tudo o mais que possa ajudar-nos a perceber o porquê de uma música não nos sair da cabeça.
Uma série de 5 documentários conduzidos por Sílvia Alberto cujo formato concilia o entretenimento e o documentário, sobre a música portuguesa.


Última edição por climatico em Seg Mar 04, 2013 5:24 am, editado 1 vez(es)

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Re: Não me Sai da Cabeça

em Seg Jan 07, 2013 8:47 pm
Belo conceito, nunca antes abordado a RTP continua a distânciar-se das privadas no que toca em conceitos de programas.

De louvar essa atitude...

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Re: Não me Sai da Cabeça

em Sex Fev 08, 2013 11:13 pm
Sílvia Alberto: "Fazer televisão é um bocadinho esquizofrénico"

De regresso à RTP com ‘Não Me Sai da Cabeça’, a apresentadora de 31 anos diz que gosta da possibilidade de fazer vários formatos e afirma que deseja aparecer com maior regularidade no ecrã. Revela ainda que é obcecada em visualizar o trabalho que realiza.


Está de regresso com ‘Não Me Sai da Cabeça’. Este formato é a sua cara?

Não me vai sair da cabeça. As gravações foram muito cansativas, saiu-me do pelo. Trabalhávamos 14 horas por dia. Mas adoro o formato: é descontraído e com conteúdo interessante.

Permite-lhe aproximar-se daquilo que é no dia a dia?

Sim, fugi do glamour de uma ‘Operação Triunfo’, e vesti as minhas botas rasas. Permitiu--me fazer um registo de que gosto muito, que é o talk show.

E veste a pele de várias personagens da música. Como encarou este desafio?

Adorei. Foi muito cómico, e até constrangedor, fazer de Sharon Stone no ‘Instinto Fatal’. Adorei vestir-me de ‘Doce’ e foi fantástico fazer de drag queen. Estava irreconhecível.

Quantos episódios deste formato filmaram?

Dez. E andávamos com ideias para outras séries.

Estão previstos mais?

A proposta está na mesa.

Dependerá das audiências?

Não faço ideia. Só o diretor de programas poderá responder.

Mas está satisfeita com os resultados?

Quem é que pode estar satisfeito com audiências nos dias que correm? Deixa-me feliz saber que o programa tem qualidade, esse é o meu conforto. E as audiências não podem ser o medidor de um projeto de qualidade. É preciso tempo e a persistência é a virtude dos mais fortes.

Está mais talhada para estes formatos ou para programas de grande entretenimento?

Só não sou talhada para estar em casa. Nunca me foi proposto nada que eu dissesse que era impossível apresentar por não me sentir confortável. Nunca recusei nada até porque é um desafio perceber como é que me posso desformatar e integrar num projeto que não tem muito que ver comigo. É a diversidade que me estimula.

Ainda acha que o direto é a forma nobre da TV?

Sim. É aí que se cometem os maiores erros e o nível de concentração tem de ser mais elevado. A adrenalina de enfrentar os erros dá-me prazer.

‘Não Me Sai da Cabeça’ foi gravado em 2011. Depois apresentou ‘Top Chef’ e, desde então, não sabemos de mais nenhum projeto. Mas renovou com a RTP…

Fazer TV é um bocadinho esquizofrénico. Temos períodos de muito trabalho e depois outros de paragem obrigatória. E não há rentabilização dos ativos quando o projeto já está feito.

Não se sente constrangida por estar longe do ecrã e a ganhar ordenado?

Consigo perceber a crítica que possam fazer mas não há volta a dar. Há rostos que têm assiduidade no ecrã e o público não se cansa. No meu caso, já tive vários projetos a acontecer ao mesmo tempo e sentia cansaço perante a minha imagem... Portanto, sou presa por ter cão e presa por não ter.

Como olha para os apelos para que as ‘estrelas’ da RTP baixem os ordenados?

Os rostos da RTP são alvos fáceis. Da minha parte houve cedência sempre que me foi solicitado. Não fujo à consciência do momento que estamos a passar. Mas não gostaria que uma estação com a história da RTP deixasse de trabalhar com rostos queridos do público e que isso fosse só um privilégio das privadas. Há pessoas que têm um valor e a RTP tem muitos rostos nessa posição. E nem sequer estou a falar de mim.

A RTP deve disputar com os privados as ‘estrelas’?

É difícil e é no equilíbrio que está a virtude.

Está disposta a ceder mais?

As cedências têm limites. Dentro do bom senso e da razoabilidade. Mas não quero entrar em mais polémicas…

A Sílvia Alberto de hoje é diferente da que se estreou há 12 anos na televisão?

É. Mais velha [risos].

Mais segura?

Também. Com menos medo de dizer disparates e de errar. Estou mais crescida. Continuo a não ser a pessoa mais pontual, tenho de reconhecer. É uma luta diária.

Ainda tem margem de progressão?

Sinto que esta é que é a altura. Tenho mais capacidade de trabalho e de entrega, mais interesse em estar. O ‘Não Me Sai da Cabeça’ trouxe-me isso. Fazem falta conteúdos apresentados de forma dinâmica. Não mais do mesmo… canso-me da TV que não tem nada para dizer que não sejam ‘fait divers’. E gosto do entretenimento puro e duro, mas tem de ser bem feito.

Qual é a sua mais-valia como apresentadora?

Não sei. Não me compete a mim dizer. A versatilidade é das coisas que mais aprecio e é isso que me dá real prazer.

É a versatilidade que lhe tem permitido continuar na RTP, quando outros têm saído?

Não faço ideia. O Hugo [Andrade, diretor de programas] e o Luís [Marinho, diretor-geral] é que podem responder.

E as suas fragilidades?

[pausa] Tenho alguma dificuldade em lidar com a desorganização. E com o tédio e, por isso, é que gosto tanto dos diretos. Talvez seja um bocadinho insegura… e tenho obsessão em visionar o trabalho que faço.

Qual é o objetivo para os próximos anos?

Não consigo prever se estarei na TV daqui a uns anos. Mas o que gostava era de ter regularidade no ecrã. Com a idade quero começar a estabilizar, a ter um poiso. O que, admito, é contraditório com o facto de querer fazer coisas diferentes. Mas pode ser cumulativo.

Preocupa-a o facto de poder ficar sem trabalho?

Não me assusta o amanhã. Sou uma pessoa com calma, consciência e ponderação em relação às finanças. Não sou desvairada nas compras nem deslumbrada. E quem tem capacidade de trabalho acaba por vingar.

Se não estivesse na TV, o que estava a fazer?

Tenho vontade de voltar a escrever. E passo os meus dias, quando tenho disponibilidade, a ver design, arte, decoração, a fazer bricolage… gosto de fazer restauros. Os apresentadores não são deuses do Olimpo, são pessoas como as outras. Só não são se não o quiserem, mas esse não é o meu modo de vida.

A exposição pública continua a ser dolorosa?

Não… já me habituei. Às vezes, penso é que choco um bocadinho as pessoas quando saio de casa sem maquilhagem, sem saltos altos e devo criar tremendas desilusões.

In Correio da Manhã

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Re: Não me Sai da Cabeça

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