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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:17 pm
Magy escreveu:Ou seja... Os que enviaram à última hora acabam por atrasar tudo porque, óbvio, o júri só pode avaliar quando recebe... Se recebe em cima da hora, só avalia depois!

E já agora, isso faz com que o desafio seja também publicado por volta dessa hora, certo? Ou seja, quando as pessoas que trabalham já estão a dormir!
Concordo. Devias ter dado um prazo mais pequeno para a entrega dos textos. A esta hora já tudo estaria pronto.
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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:17 pm
climatico escreveu:Como júri, posso dizer que tentei fazer o trabalho de forma a não atrasar nada.
Sim, porque nós sabemos o que é trabalhar! <3

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:18 pm
Magy escreveu:
climatico escreveu:Como júri, posso dizer que tentei fazer o trabalho de forma a não atrasar nada.
Sim, porque nós sabemos o que é trabalhar! <3
LOL... Isso é verdade (e hoje calha-me ficar acordado a noite toda)...

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:19 pm
climatico escreveu:
Magy escreveu:
climatico escreveu:Como júri, posso dizer que tentei fazer o trabalho de forma a não atrasar nada.
Sim, porque nós sabemos o que é trabalhar! <3
LOL... Isso é verdade (e hoje calha-me ficar acordado a noite toda)...
Pensa em mim, vai ajudar a passar o tempo!

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:21 pm
Magy escreveu:
climatico escreveu:
Magy escreveu:Sim, porque nós sabemos o que é trabalhar! <3
LOL... Isso é verdade (e hoje calha-me ficar acordado a noite toda)...
Pensa em mim, vai ajudar a passar o tempo!
Não te preocupes. Penso que vou ficar acordado a noite toda para te dizer Bom Dia, logo de manha! 

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:23 pm
climatico escreveu:
Magy escreveu:
climatico escreveu:LOL... Isso é verdade (e hoje calha-me ficar acordado a noite toda)...
Pensa em mim, vai ajudar a passar o tempo!
Não te preocupes. Penso que vou ficar acordado a noite toda para te dizer Bom Dia, logo de manha! 


O Pedro vai adorar este offtopic!

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:24 pm
Não penses demasiado na Magy, senão quando fores dormir tens pesadelos. Cool
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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:25 pm
MDD escreveu:Não penses demasiado na Magy, senão quando fores dormir tens pesadelos. Cool
taco 

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:26 pm
Eis os textos


Texto A


Estava um belo dia de Verão no Algarve. A praia enchia-se de jovens durante a tarde, que anseavam por comer uma bola de berlim e dar um mergulho na água, de forma a aproveitarem os últimos dias de sol. Um desses jovens era Álvaro Martins. Álvaro esperava que a sua amiga de longa data, Solange, viesse ao seu encontro. A mãe da adolescente era dona de uma empresa de cosméticos, enquanto o pai tinha um cargo de razoável importância no governo, o que fazia de Solange uma das raparigas mais ricas da zona.
- Desculpa o atraso, Álvaro! – A loira, recém-chegada, atirou a sua pequena mala para a areia e estendeu a sua toalha. – Sabes como é, a esta hora há sempre muito trânsito.
- Pois, eu imagino que sim, mas chegaste uma hora atrasada. Pensei que, ao invés de te dirigires para Manta Rota, tinhas ido ao Japão.
- Na última vez que fui ao Japão, fiquei os últimos dois dias deitada na cama do quarto de Hotel doente, num vaivém entre a cama e a sanita, portanto não é um destino onde queira voltar tão depressa. Olha, eu trouxe uns croissant’s, uns sumos de pacote e um iogurte de banana, mas não sei se ainda está tudo fresco. Se eu pudesse, trazia o frigorífico para cá, mas não tinha espaço na mala.
- A esta hora já deve estar tudo fora do prazo de validade. Até um ornitorrinco tinha chegado mais depressa, Solange!
- Olha, eu sei que cheguei atrasada, mas já te calavas, não? – Solange retirou os óculos de sol e apontou o dedo indicador para o amigo. – Eu já sei o que é que te pode animar. Anda, vamos embora. A praia também está uma seca.
Álvaro ficou intrigado, mas nem ripostou. Vestiu a t-shirt e rapidamente seguiu a sua amiga, em silêncio, até chegarem ao lugar onde Solange havia estacionado o carro.
- Tu trouxeste o Audi do teu pai para a praia? Para quê, Solange? Para o encheres de pó?
Solange revirou os olhos e nem lhe respondeu, simplesmente esperou que Álvaro entrasse, colocou a chave na ignição e arrancou.
A viagem foi feita calmamente. Álvaro permanecia imóvel no carro, com medo de provocar algum estrago, enquanto Solange mudava as estações de rádio à procura de boa música, mas a única coisa que encontrava era noticiários que davam conta da crise, da vitória do Benfica e dum tornado nos Estados Unidos. Álvaro continuava com cara de poucos amigos.
- Porque é que estás com um ar tão carrancudo? O Benfica ganhou ontem, tu não és ‘vermelho’?
- Solange, onde é que nós vamos afinal?
- É surpresa. E não precisas de mijar as calças, já estamos a chegar.
Pouco depois, Solange estacionou e saiu.
- Fica no carro, Álvaro, eu já te chamo.
Solange foi na direcção de um homem e conversou com ele durante alguns minutos. De seguida, deu sinal a Álvaro para sair do carro. Depois de passarem por alguns barcos, acabaram por parar e entrar em um pequeno barco a motor.
- Então? Gostaste da surpresa, Álvaro?
- Eu não sei se isto é boa ideia…
- Ah, vá lá! Vais ver que é mais divertido do que ficar fechado em casa a abrir e a fechar o frigorífico. Só tenho pena que aqui não havia nenhum submarino, senão eu tinha alugado um, ia ser muito mais emocionante!
Solange colocou o barco a trabalhar e arrancou. O barco rapidamente atingiu altas velocidades, que assustaram o seu amigo Álvaro.
- Solange, pára com isso. Eu quero voltar a terra, não gosto nada disto.
·         Solange ignorou-o, enquanto disfrutava daquele momento de total liberdade. Aquilo ainda era melhor do que se atirar de uma cascata de metros!
De repente, o barco parou. Solange abriu os olhos, sem perceber o que tinha acontecido, até que percebeu que tinha sido o seu amigo a parar o barco.
- Pronto. Agora quero voltar à praia, por favor, Solange!
Irritada com o facto do seu amigo ser um resmungão, Solange aproximou-se dele, atirou-o à água e arrancou.
- Pronto, agora ficas aí de molho até deixares de ser careta. – gritou ela, enquanto se afastava da zona.
 
 Texto B


O Marcelinho e a Mariazinha acordaram bastante entusiasmados naquela solarenga manhã de verão pois iam fazer uma longa e divertida viagem de carro com os pais. O passeio já devia ter acontecido na semana anterior, mas teve de ser adiado, pois o pai deles tinha adoecido. A mãe disse aos filhos que era gripe, mas a Mariazinha tinha ouvido os pais discutir - Como é que tu apanhaste gonorreia? – gritava a mãe bastante enfurecida. A Mariazinha, assustada, não quis ouvir mais nada e fugiu para o quarto. Mas hoje era um novo dia, todos estavam felizes. O pai disse aos filhos que o seu corpo ficou incólume à gripe, que não havia sequela nenhuma e a mãe dançava e rodopiava a sua saia plissada junto à enorme janela do hall que deixava o sol iluminar toda a casa.
Eram dez da manhã quando partiram, o Marcelinho estava tão entusiasmado que pinchava no banco de trás do carro. A sua irmã também estava entusiasmada, mas não fazia daquelas tolices. Até disse ao irmão que ele era um ser humano muito estranho. Durante a viagem viram muitas coisas engraçadas pela janela. Numa das vezes a Mariazinha comentou que achava feio um homem branco e uma mulher preta juntos, depois de ver um casal do género a passear na rua. A mãe explicou-lhe que não tinha nada de achar feio, que isso era racismo e racismo era crime.
- Porque é que é crime? – perguntou a Maria.
- Porque está na constituição e se fazes algo contra a constituição então estás a cometer um crime. – explicou a mãe.
- Então, anticonstitucionalissimamente falando eu acho que é feio também Mariazinha.  – disse o pai a rir-se. A mãe olhou furiosa para ele e o pai calou-se e focou a sua atenção na estrada.
Quando chegou a hora de almoço pararam num pequeno restaurante à beira da estrada para petiscar alguma coisa. Enquanto comiam viam o telejornal que naquela hora transmitia a notícia de uma curra na zona de Almada. Marcelinho reparou que no rodapé da notícia tinha um erro, faltava o segundo ‘a’ a Almada. Quando a notícia terminou a mãe mostrou-se bastante indignada com a decisão do juiz de colocar os violadores a esperar o julgamento em liberdade.
- Aquele juiz é um ignóbil, estes homens deviam estar presos! E o miúdo, coitado, foi tão ingénuo em ir na conversa daqueles porcos! E tu Marcelinho, despacha-te a comer, és sempre tão pachorrento à mesa! E tu, homem, deixa de ser tão taciturno, não tens nada a dizer sobre o que estes homens fizeram aquela pobre criança? E se fosse a um dos teus?
- Não digas isso! – bate três vezes na mesa de madeira – Sabes que sou bastante supersticioso. Mas vá lá despachem-se a comer que com este tempo deve estar imensa gente no jardim. Depois não têm espaço para brincar.
- Como é que sabes que vai estar muita gente? – perguntou Mariazinha.
- Tenho instinto para estas coisas. Intuição masculina - disse o pai.
Depois de almoçarem passaram uma bela tarde a passear e a brincar no jardim. Já a caminho de casa Marcelinho e Mariazinha adormeceram de tão cansados.
- Coitados dos miúdos, já vão a dormir. – comentou o pai.
- Ficaram KO com tanta correria. – disse a mãe. Depois abriu a janela para sentir o vento e sorriu. É bom estar em família.
 

Texto C



Marea abriu a janela, lá fora a noite estava gelada, mas a jovem sentiu necessidade de respirar uma última vez, para aliviar o seu estado de espírito que se encontrava preenchido por uma inquietação e nervosismo crescente pois faltavam poucos minutos para a hora em que tinha nascido. Anteriormente, a data do seu aniversário era comemorada com uma grande festa, mas hoje, tal não se ia suceder, uma vez que esta noite algo ia mudar, Marea tinha a consciência que não podia escapar ao seu destino, embora deseja-se isso mais do que alguma vez desejara algo na vida.
Esta é a noite que antecede o seu vigésimo primeiro aniversário, e como tal, a jovem ia passar a ser considerada uma adulta, conforme as leis estabelecidas pelo governo do ano 3100.
Marea sabia que viriam buscá-la na hora exata em que completasse essa idade, mas ela nada podia fazer contra, já que tinha consciência dos castigos aplicados a quem se recusara a ir com eles.
A rapariga mantinha na memória as imagens das torturas aplicadas às pessoas que não obedeciam às regras governamentais, sendo-lhes por isso aplicadas em praça pública, torturas violentas, desde arrancar dedos; queimar a pele; esventrar..., como forma de dissuadir eventuais manifestantes.
Marea tinha pesadelos frequentes, devido a essas medidas, talvez por isso se tivesse convencido a não dar luta, quando a viessem buscar a casa.
A jovem permaneceu em silêncio a pensar o que lhe iria acontecer depois de ser levada, tendo consciência que podia eventualmente morrer, uma vez que se falava que o governo andava a usar pessoas na idade adulta como cobaias de laboratório.
Marea fechou a janela, e observou a mansão onde outrora já vivera com a sua família, recordando os bons momentos que passara naquele casarão, antes de um vírus acabar com essa felicidade, a rapariga sem saber, era imune a esse agente patogénico, pelo que ficou a viver sozinha naquela enorme e nobre mansão.
A hora chegou, e os agentes entraram no casarão, informando Marea que não precisava de levar bens com ela, uma vez que a instituição fornecia todos os bens desde comida, roupa, etc. A rapariga percebeu nesse exato momento que o dia que mais temia, tinha chegado, o dia em que iria ser levada, sem saber exatamente para onde nem com que finalidade, sabia apenas que tinha de obedecer, caso contrário, sofria as consequências, que tinha bem presentes na sua memória.
Entrou no veículo destinado aos transporte de pessoas para a instituição, colocaram-lhe um dispositivo para realizar um teste de ADN, uma venda, confirmaram a idade, e  de seguida deram-lhe um sedativo, de forma a assegurar que Marea não visse de todo o percurso até chegrem ao destino.
Quando a rapariga acordou, já se encontrava dentro da instituição, juntamente com outras pessoas de mesma idade, e que tinham sido recolhidas nessa noite.
Nessa noite, os rapazes foram separados das raparigas, e ambos os sexos foram levados para salas distintas, onde foram obrigados a despir-se para serem analizados e catalogados, de seguida foram levados para os banhos públicos, onde foram desinfetados, de forma a ficarem mais “puros”, após o banho, foram conduzidos para os dormitórios, com o objetivo de descansarem, para que no dia seguinte pudessem ser iniciadas as experiências.
Marea não conseguia adormecer, só pensava que tipo de experiências é que poderiam fazer com ela, mas enquanto pensava nisso, apercebeu-se de algo que a deixou mais nervosa e aterrorizada, as “prisioneiras” que estavam em cativeiro há mais tempo, eram desprovidas de personalidade, não tinham espírito crítico, e possuíam todas o mesmo pensamento formatado, o que levou a “recém adulta” a chegar à conclusão de que de alguma forma as experiências realizadas naquela instituição alteravam de forma irreversível, o desenvolvimento social e psicológico das vítimas, havia algo naquele local que fazia com que cada pessoa se tornasse numa espécie de robot/ android.
No dia seguinte, as “prisioneiras” acordaram sobressaltadas com a notícia da morte de uma rapariga, vítima de uma experiência génetica mal conseguida, depressa começaram a surgir rumores de que a rapariga tinha sido submetida a uma experiência na qual tentaram fundir genes do seu próprio DNA com genes do DNA de uma raposa, com o objetivo de criar super soldados, devido a este acidente as raparigas foram avisadas de que naquele dia não iam decorrer mais experiências, até que se averiguassem os estragos causados no laboratório.
Marea viu naquele acidente, a oportunidade perfeita para socializar com as outras raparigas que se encontravam em cativeiro há mais tempo, e que ainda não tinham sido submetidas ao “aspirador da alma” (era este o nome que as “prisioneiras” davam ao instrumento que retirava a personalidade), de forma a tentar perceber o que se passava naquelas instalações.
A rapariga decidiu abordar uma “prisioneira”:  
- Como the chamas?  – perguntou Marea.
- Noo...Noona – respondeu a rapariga com algum receio.
- Noona, tu fazes alguma ideia do que passa aqui? – perguntou Marea.
- Não sei se posso dizer aquilo que sei...comenta-se que o governo anda a fazer estas experiências com pessoas, com o objetivo de desenvolver uma nova tecnologia, mas ninguém sabe bem o que é...
Marea reparou que a rapariga sabia mais do que queria dizer, mas decidiu que iria respeitar a sua vontade me não revelar mais nada.
Noona e Marea falaram durante horas, até que a primeira começou a falar sobre a vida Marea ficou a saber que Noona sofria de cleptomania, porque esta lhe tinha contado que desde criança que tinha o vício de furtar pequenos objetos, não conseguindo controlar essa falha, e que podia ser um problema genético do sexo feminino da família da rapariga, uma vez que um familiar ancestral tinha manifestado os mesmos sintomas.
Noona revelou também que nunca mais tinha tido contacto com a família, uma vez que como o pai dela era oftalmologista, logo, era uma pessoa com dinheiro, pelo que tinha decidido interná-la numa cínica com o objetivo de fazer um tratamento, contra a sua vontade.
Marea reparou que enquanto Noona falava sobre o seu passado, lhe escorriam lágrimas pela face, à medida que a rapariga ia falando sobre os métodos pouco convencionais da clínica.
Noona revela a Marea que ainda tem bem presente na memória, o dia em que tentaram operá-la para lhe retirar o problema, contando-lhe que a levaram para uma sala de operações, e que começaram por lhe dar um comprimido para “desligar” os neurónios sensoriais da dor, depois cortaram-lhe o cabelo, fizeram um corte incisivo com um bisturi, de forma a atravessar a pele e o osso, para chegar ao cérebro, onde iriam implantar um chip, que iria emitir impulsos elétricos, numa frequência semelhante à do organismo, de forma a corrigir a cleptomania, mas Noona não deixara a operação chegar ao fim, uma vez que ela conta a Marea, que fugira da sala de operações, acabando por ir parar a uma sala do hospital,onde acabara por coser a cabeça sozinha, pondo uma ligaduras à volta das costuras, de forma a fazer-se passar por uma paciente do hospital, para escapar das instalações, acabando por se tornar uma sem-abrigo, até ser descoberta pelos agentes do governo quando completou 21 anos.
Marea ficou a saber através de Noona, que o vírus que dizimou a sua família tinha sido criado pelo governo, devido a uma experiência falhada, a rapariga sentiu-se ainda mais revoltada, e juntamente com Noona, iniciou um plano para destabilizar a hierarquia das instalações onde se encontravam, com o objetivo de libertar as outras “prisioneiras”.
Marea e Noona tinham decidido que não iriam assistir a mais nenhum crime hediondo in loco, provocado por aquele governo corrupto.
Noona perguntou retoricamente, mas com determinação: - Vamos acabar com eles?
Ok! – respondeu Marea.
 



Texto D


Eram 7 horas daquela sexta-feira. Uma leve neblina formava-se no céu, adivinhando que viria dali uma descida de temperatura, e provavelmente um tempo de alguma forma húmido. Raúl acabara de se vestir após um duche prolongado, e estava agora a mirar-se ao espelho. Como aquele smoking, de tecido de seda plissada, lhe fazia parece verdadeiramente charmoso! Passou os dedos pelo rosto, a fim de se certificar que estava hidratado, e preparou-se para sair. Dirigia-se para a porta quando se apercebe, atrás de si, da presença do seu pachorrento cão. Olhava, com ar ternurento, para o seu dono enquanto agarrava com a boca a alça da sua pasta de trabalho. “Só mesmo o meu Fofusco é meu amigo”, disse com um meio-sorriso, pegando na mala… “É pena que seja um grandessíssimo inútil”.
As ruas da cidade enchiam-se de pessoas, que se movimentavam, apressadamente, em direcção aos seus empregos. Habitualmente deslocava-se no seu Ferrari, mas desta vez Raúl optou por fazer o caminho a pé. Na verdade, alguém furara os pneus do seu automóvel durante a noite. “Provavelmente uma pequena vingança, ou inveja do meu sucesso”, pensou Raúl. Contudo, ele no íntimo reconhecia que os motivos para o sucedido iam muito mais além. Abria hoje um pequeno estabelecimento comercial na Rua das Flores, e um trabalhador estava no momento, empoleirado num escadote, a terminar de colocar o letreiro por cima da porta. Raúl sempre fora, em toda a sua vida, muito supersticioso e tomou as devidas precauções para não passar por baixo do escadote. Ao desviar-se, acabou por embater em alguém, que caminhava em sentido contrário.
- Veja por onde ande, minha besta ignóbil! – ouviu de uma mulher loira, na casa dos seus 30 anos, verdadeiramente afectada.
Caído no chão, totalmente K.O., nem tinha prestado atenção à bomba que tinha diante de si.
- Perdoe-me, minha senhora, foi um erro. De que forma lhe posso compensar o que acabou de acontecer? – interpelou Raúl, lisonjeador. Aliás, da maneira que se comporta sempre quando se trata de uma mulher.
- Hahaha. Simplesmente desapareça, tenho mais que fazer. – replicou a mulher loira de forma brusca, embora bastante agradada pelo convite.
- Por favor… Diga-me apenas o seu nome. – insistiu.
- Helena.
Uma multidão de jornalistas e equipas de filmagem amontoava-se na sala de congressos, aguardando a chegada dos candidatos às próximas eleições autárquicas. Murmúrios ecoavam pelo espaço e o entusiasmo pelo que advinha era fervoroso. Raúl chegou mesmo a tempo de ouvir a sua chamada para o púlpito. Alisando uma vez mais o seu penteado e endireitando o seu fato, preparou-se para o seu discurso:
- O nosso instinto é algo natural e inato ao ser humano, pelo qual nos devemos sempre guiar em cada etapa da nossa vida. Ele ajuda-nos a tomar as decisões correctas e a confiar nas nossas capacidades de mudança. É necessário que todos os munícipes se unem para combater as políticas que, anticonstitucionalissimamente, têm vigorado nesta cidade, que é vosso lar. Pretendo promover uma campanha de forma a erradicar o racismo e qualquer tipo de preconceito perante as comunidades de imigrantes…
O seu discurso é interrompido por apupos de protestantes que entram de rompante na sala de congressos:
- Uuuuuh, deves pensar que és uma grande sumidade em diplomacia!
- O teu discurso eloquente não me consegue convencer, seu sacana.
            Raúl abanava os ombros, demonstrando um ar profundamente ingénuo e taciturno, como não soubesse do que se tratava aquela manifestação. A população daquela cidade tinha por ele um ódio de morte, mas Raúl não perdia o sono. Ele conseguia sempre sair incólume de qualquer sarilho.
            Em poucos minutos, uma brigada de polícias num ápice invade a sala de congressos, para grande espanto dos presentes:
            - Raúl Andrade, você está preso por acusação de participação numa curra forçada contra Helena Ribeiro. – anunciou o inspector, apresentando o seu crachá.
            - Como, senhor Inspector? Não entendo o que se passa!
            - Apanhei gonorreia, seu cretino! E mais que isso, estou grávida! O que pretendes fazer agora? A minha vida está arruinada à pala de uma fealdade como tu!
            Sem grandes demoras, Raúl foi transportado para fora da sala. O véu da mentira tinha caído e, sem forças, o ex-candidato deixou-se levar nos braços dos agentes até ao veículo policial estacionado às portas do edifício. No banco de trás, Raúl olhou de relance pelo vidro e reparou, ao longe, Helena Ribeiro a fazer-lhe um gesto obsceno, profundamente revoltada. A justiça fora feita, pela primeira vez, naquela cidade.
 



Texto E


Clara chegou a casa triste, com semblante carregado e taciturno, a combinar com o dia cinzento lá fora. Foi recebida por Bóris, o pachorrento São Bernardo que o pai lhe dera quando fez 10 anos.
- Olá Bóris! Passaste bem o dia? Só mesmo tu para me receberes assim, com tanta alegria, não é? És o único que gosta de me ver! – dizia Clara ao seu fiel companheiro de 4 anos. Bóris estava tão excitado e contente por ver a sua dona que, com a cauda, fazia esvoaçar a saia plissada do uniforme de Clara.
- Já chegou? Acabou cedo esse seu concurso de soletrar palavras! – disse Isabel com desdém, ao ver Clara ao fundo das escadas.
Isabel, mãe de Clara, era uma mulher alta, bonita, de rosto austero. Isabel desenvolvera por Clara um ciúme terrível. Isabel conhecera Jorge numa das inúmeras viagens que ele fez ao Brasil, apaixonaram-se e ela veio com ele para Portugal. Casaram e Isabel passou a viver para agradar ao marido.
- Sim, já acabou! – respondeu Clara.
- E ao menos ganhou alguma coisa?
- Não. Estive sempre em primeiro, mas cometi um erro na palavra anti-cons-titu…
- Anticonstitucionalissimamente? Você é muito burra mesmo, nem acredito que é minha filha! Que sumidade você é na Língua Portuguesa! – ironizou Isabel.
- Mãe, é uma palavra difícil até de dizer, quanto mais de soletrar! Já para não dizer que a palavra da Tatiana era só supersticioso, muito mais fácil! – defendeu-se.
- Ainda por cima você perdeu para aquela preta imbecil?
- Pára com esse racismo estúpido! A Tatiana é minha amiga e eu não gosto que fales dela assim! E desde quando é que tu te preocupas com as minhas coisas?
Isabel sorriu.
- E não preocupo mesmo!
- Então pára de me chatear! – pediu Clara – Vamos Bóris! – chamou o cão e fechou-se no quarto – O que achas de irmos dar uma corridinha? Daquelas que fazem bem à mente, até ficarmos KO e não nos aguentarmos mais nas pernas? – Clara falava para Bóris, na verdade era o único elemento naquela casa que lhe dava atenção. A mãe tinha hobbie humilha-la e trata-la mal, já o pai saia de casa mal o Sol nascia e só voltava para jantar, para logo depois se enfiar na biblioteca a trabalhar.
Quando chegou a casa, cansada e com vontade de um bom banho, Clara percebeu que o pai já havia chegado. Não deu pelas horas passarem e, provavelmente, ia ouvir sermão pelo atraso. Assim que abriu a porta percebeu que o ambiente não era o melhor.
- Você é muito ingénuo, não é Jorge? Olha bem para a minha cara, você acha mesmo que eu iria amar a sua filha como se ela fosse minha?
- Achei sim, sempre quiseste ter filhos. Estavas sempre a falar do teu instinto maternal…
- Nossos filhos, não seus filhos e das suas amantes!
- Eu não tenho culpa…
- Quem não tem culpa de você ser um ignóbil que gosta de andar em curra todos os dias, sou eu! Eu não casei com você para isto! Eu cansei de você e da sua filha!
- Chega! Eu não estou para ouvir os teus disparates Isabel! E não voltas a falar da Clara como falaste, ouviste bem? Tornaste-te num ser humano desprezível.
Só quando Jorge virou costas a Isabel é que ambos deram conta de que Clara ouvira a conversa.
- Eu… Eu não sou filha dela? – perguntou Clara não contendo as lágrimas.
- Filha, não é bem isso, deixa-me explicar! – tentou Jorge.
- Como não é? Eu ouvi a vossa conversa. Bastante eloquente para não ser verdade!
- Você acha mesmo que iria parir uma inútil como você? – atirou Isabel entre risos irónicos – Não, eu não sou sua mãe. Você é o resultado de uma das inúmeras traições do seu pai. Olha bem para mim, você acha que com essa tamanha fealdade você seria minha filha? Eu preferia morrer de gonorreia a ter você como filha.
- Pára! – Jorge olhou para a mulher e antes que ela dissesse uma palavra deu-lhe um estalo – Tu não vais sair incólume desta conversa, Isabel. Eu avisei-te para não voltares a tratar mal a minha filha. Vai arrumar as tuas coisas e sai das nossas vidas!

Texto F


Lembras-te da Rita? Aquela rapariga que tinha um vício qualquer? - perguntou Madalena à amiga.
- A miúda com cleptomania? - perguntou a amiga.
- Essa mesmo! Tentei encontrá-la numa Rede Social qualquer e não consegui... Ela já teve a criança.
- Tens de comprar um telemóvel android! Não é nas mensagens que vais encontrar as pessoas! Isso não é uma rede social! - disse a amiga.
- Mas o meu filho disse-me que se mandava mensagens às pessoas lá na rede!
- O teu filho precisa é de ir ao oftalmologista... E eu tenho que tratar as dores que tenho no osso! - disse a amiga.
- Ah, ok! Mas aonde? Aqui? - perguntou Madalena colocando a mão na barriga da amiga.
- Não... mais em baixo! O médico disse que as dores e sofrimento é hediondo dos doces que como...
- Ó filha isso é dor de alma! Isso não é nada! - disse Madalena.
- Eu sou nobre. Existe uma hierarquia, Madalena. Eu tenho direito a ter dores mesmo quando não as tiver! - disse a amiga.
- A mentira um dia torna-se irreversível... Tens de ter um espírito mais in loco...Ou loka! Não sei! O que o meu filho diz!
- Pronto, ok. Tu é que sabes... Olha! Olha, uma raposa ancestral! - grita a amiga.
- Raposa ancestral? Ó filha, eu acho que quem está a precisar de ir ao oftalmologista és tu...


Leiam os textos e depois votem no vosso preferido!
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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:33 pm
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em Qua Set 04, 2013 9:40 pm
Gosto de todos os textos. Neutral Parabéns. Razz
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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 9:45 pm
Apaixonei-me pelo nome Marea, sério! Lê-se como?

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Re: Build Text

em Qua Set 04, 2013 10:09 pm
Ótimo continuem a votar!
Os resultados vão chegar depois da meia noite!

Mas para não haver injustiças vou postar agora o 4º desafio! Very Happy

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 2:14 am
E ainda há resultados depois da meia-noite (e antes das 9 da manhã?) Smile

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 2:43 am
Ola



Como num concurso de criatividade não existem soluções, vou-vos apenas mostrar o que cada um fez e a avaliação do júri!


MAGY

Desafio bónus


Para se falar alto na Ásia tem que se imaginar que se usa biquíni.

No Sábado vi uma loira em Nova York a beber um cocktail.

Quando fui ao hipermercado vi um cão cor de banana a rosnar atrás do biombo.

Durante as férias perdi a minha prancha de surf porque a polícia vinha a apitar no meio do caminho.


Texto 3.0


Clara chegou a casa triste, com semblante carregado e taciturno, a combinar com o dia cinzento lá fora. Foi recebida por Bóris, o pachorrento São Bernardo que o pai lhe dera quando fez 10 anos.

- Olá Bóris! Passaste bem o dia? Só mesmo tu para me receberes assim, com tanta alegria, não é? És o único que gosta de me ver! – dizia Clara ao seu fiel companheiro de 4 anos. Bóris estava tão excitado e contente por ver a sua dona que, com a cauda, fazia esvoaçar a saia plissada do uniforme de Clara.

- Já chegou? Acabou cedo esse seu concurso de soletrar palavras! – disse Isabel com desdém, ao ver Clara ao fundo das escadas.

Isabel, mãe de Clara, era uma mulher alta, bonita, de rosto austero. Isabel desenvolvera por Clara um ciúme terrível. Isabel conhecera Jorge numa das inúmeras viagens que ele fez ao Brasil, apaixonaram-se e ela veio com ele para Portugal. Casaram e Isabel passou a viver para agradar ao marido.

- Sim, já acabou! – respondeu Clara.

- E ao menos ganhou alguma coisa?

- Não. Estive sempre em primeiro, mas cometi um erro na palavra anti-cons-titu…

- Anticonstitucionalissimamente? Você é muito burra mesmo, nem acredito que é minha filha! Que sumidade você é na Língua Portuguesa! – ironizou Isabel.

- Mãe, é uma palavra difícil até de dizer, quanto mais de soletrar! Já para não dizer que a palavra da Tatiana era só supersticioso, muito mais fácil! – defendeu-se.

- Ainda por cima você perdeu para aquela preta imbecil?

- Pára com esse racismo estúpido! A Tatiana é minha amiga e eu não gosto que fales dela assim! E desde quando é que tu te preocupas com as minhas coisas?

Isabel sorriu.

- E não preocupo mesmo!

- Então pára de me chatear! – pediu Clara – Vamos Bóris! – chamou o cão e fechou-se no quarto – O que achas de irmos dar uma corridinha? Daquelas que fazem bem à mente, até ficarmos KO e não nos aguentarmos mais nas pernas? – Clara falava para Bóris, na verdade era o único elemento naquela casa que lhe dava atenção. A mãe tinha hobbie humilha-la e trata-la mal, já o pai saia de casa mal o Sol nascia e só voltava para jantar, para logo depois se enfiar na biblioteca a trabalhar.

Quando chegou a casa, cansada e com vontade de um bom banho, Clara percebeu que o pai já havia chegado. Não deu pelas horas passarem e, provavelmente, ia ouvir sermão pelo atraso. Assim que abriu a porta percebeu que o ambiente não era o melhor.

- Você é muito ingénuo, não é Jorge? Olha bem para a minha cara, você acha mesmo que eu iria amar a sua filha como se ela fosse minha?

- Achei sim, sempre quiseste ter filhos. Estavas sempre a falar do teu instinto maternal…

- Nossos filhos, não seus filhos e das suas amantes!

- Eu não tenho culpa…

- Quem não tem culpa de você ser um ignóbil que gosta de andar em curra todos os dias, sou eu! Eu não casei com você para isto! Eu cansei de você e da sua filha!

- Chega! Eu não estou para ouvir os teus disparates Isabel! E não voltas a falar da Clara como falaste, ouviste bem? Tornaste-te num ser humano desprezível.

Só quando Jorge virou costas a Isabel é que ambos deram conta de que Clara ouvira a conversa.

- Eu… Eu não sou filha dela? – perguntou Clara não contendo as lágrimas.

- Filha, não é bem isso, deixa-me explicar! – tentou Jorge.

- Como não é? Eu ouvi a vossa conversa. Bastante eloquente para não ser verdade!

- Você acha mesmo que iria parir uma inútil como você? – atirou Isabel entre risos irónicos – Não, eu não sou sua mãe. Você é o resultado de uma das inúmeras traições do seu pai. Olha bem para mim, você acha que com essa tamanha fealdade você seria minha filha? Eu preferia morrer de gonorreia a ter você como filha.

- Pára! – Jorge olhou para a mulher e antes que ela dissesse uma palavra deu-lhe um estalo – Tu não vais sair incólume desta conversa, Isabel. Eu avisei-te para não voltares a tratar mal a minha filha. Vai arrumar as tuas coisas e sai das nossas vidas!

Avaliação do Júri



TIAGO


Desafio bónus


A Rute, de férias na Ásia, enquanto vestia o seu biquíni, estava a imaginar como desagradável é falar alto durante o sexo.


No passado Sábado à noite, recebi no meu bar, localizado em Nova Iorque, uma cliente loira que pediu um cocktail.


Toma conta do cão que está a rosnar, enquanto vou ao hipermercado comprar uma banana para ti e um biombo para decorar a casa.


Nas minhas férias, fazia sempre o mesmo caminho para a praia, com a prancha de surf debaixo do braço, e os carros não paravam de apitar.


Texto 3.0




Eram 7 horas daquela sexta-feira. Uma leve neblina formava-se no céu, adivinhando que viria dali uma descida de temperatura, e provavelmente um tempo de alguma forma húmido. Raúl acabara de se vestir após um duche prolongado, e estava agora a mirar-se ao espelho. Como aquele smoking, de tecido de seda plissada, lhe fazia parece verdadeiramente charmoso! Passou os dedos pelo rosto, a fim de se certificar que estava hidratado, e preparou-se para sair. Dirigia-se para a porta quando se apercebe, atrás de si, da presença do seu pachorrento cão. Olhava, com ar ternurento, para o seu dono enquanto agarrava com a boca a alça da sua pasta de trabalho. “Só mesmo o meu Fofusco é meu amigo”, disse com um meio-sorriso, pegando na mala… “É pena que seja um grandessíssimo inútil”.


As ruas da cidade enchiam-se de pessoas, que se movimentavam, apressadamente, em direcção aos seus empregos. Habitualmente deslocava-se no seu Ferrari, mas desta vez Raúl optou por fazer o caminho a pé. Na verdade, alguém furara os pneus do seu automóvel durante a noite. “Provavelmente uma pequena vingança, ou inveja do meu sucesso”, pensou Raúl. Contudo, ele no íntimo reconhecia que os motivos para o sucedido iam muito mais além. Abria hoje um pequeno estabelecimento comercial na Rua das Flores, e um trabalhador estava no momento, empoleirado num escadote, a terminar de colocar o letreiro por cima da porta. Raúl sempre fora, em toda a sua vida, muito supersticioso e tomou as devidas precauções para não passar por baixo do escadote. Ao desviar-se, acabou por embater em alguém, que caminhava em sentido contrário.


- Veja por onde ande, minha besta ignóbil! – ouviu de uma mulher loira, na casa dos seus 30 anos, verdadeiramente afectada.


Caído no chão, totalmente K.O., nem tinha prestado atenção à bomba que tinha diante de si.


- Perdoe-me, minha senhora, foi um erro. De que forma lhe posso compensar o que acabou de acontecer? – interpelou Raúl, lisonjeador. Aliás, da maneira que se comporta sempre quando se trata de uma mulher.


- Hahaha. Simplesmente desapareça, tenho mais que fazer. – replicou a mulher loira de forma brusca, embora bastante agradada pelo convite.


- Por favor… Diga-me apenas o seu nome. – insistiu.


- Helena.


Uma multidão de jornalistas e equipas de filmagem amontoava-se na sala de congressos, aguardando a chegada dos candidatos às próximas eleições autárquicas. Murmúrios ecoavam pelo espaço e o entusiasmo pelo que advinha era fervoroso. Raúl chegou mesmo a tempo de ouvir a sua chamada para o púlpito. Alisando uma vez mais o seu penteado e endireitando o seu fato, preparou-se para o seu discurso:


- O nosso instinto é algo natural e inato ao ser humano, pelo qual nos devemos sempre guiar em cada etapa da nossa vida. Ele ajuda-nos a tomar as decisões correctas e a confiar nas nossas capacidades de mudança. É necessário que todos os munícipes se unem para combater as políticas que, anticonstitucionalissimamente, têm vigorado nesta cidade, que é vosso lar. Pretendo promover uma campanha de forma a erradicar o racismo e qualquer tipo de preconceito perante as comunidades de imigrantes…


O seu discurso é interrompido por apupos de protestantes que entram de rompante na sala de congressos:


- Uuuuuh, deves pensar que és uma grande sumidade em diplomacia!


- O teu discurso eloquente não me consegue convencer, seu sacana.


            Raúl abanava os ombros, demonstrando um ar profundamente ingénuo e taciturno, como não soubesse do que se tratava aquela manifestação. A população daquela cidade tinha por ele um ódio de morte, mas Raúl não perdia o sono. Ele conseguia sempre sair incólume de qualquer sarilho.


            Em poucos minutos, uma brigada de polícias num ápice invade a sala de congressos, para grande espanto dos presentes:


            - Raúl Andrade, você está preso por acusação de participação numa curra forçada contra Helena Ribeiro. – anunciou o inspector, apresentando o seu crachá.


            - Como, senhor Inspector? Não entendo o que se passa!


            - Apanhei gonorreia, seu cretino! E mais que isso, estou grávida! O que pretendes fazer agora? A minha vida está arruinada à pala de uma fealdade como tu!


            Sem grandes demoras, Raúl foi transportado para fora da sala. O véu da mentira tinha caído e, sem forças, o ex-candidato deixou-se levar nos braços dos agentes até ao veículo policial estacionado às portas do edifício. No banco de trás, Raúl olhou de relance pelo vidro e reparou, ao longe, Helena Ribeiro a fazer-lhe um gesto obsceno, profundamente revoltada. A justiça fora feita, pela primeira vez, naquela cidade.


 

Avaliação do Júri











JONI MILK




Desafio Bónus



Eu adoro imaginar mulheres de biquíni numa praia da Ásia e falar alto para elas: és toda boa!

Este sábado fui a Nova Iorque beber um cocktail com uma loira.

Quando fui ao hipermercado comprar um biombo vi um cão rosnar ao dono por causa de uma banana.

No meu habitual caminho para casa, no meu último dia de trabalho antes das minhas férias, vi um homem apitar a buzina do carro e mandar um piropo bem piroso a uma rapariga que ia no passeio com uma prancha de surf na mão.


Texto 3.0



O Marcelinho e a Mariazinha acordaram bastante entusiasmados naquela solarenga manhã de verão pois iam fazer uma longa e divertida viagem de carro com os pais. O passeio já devia ter acontecido na semana anterior, mas teve de ser adiado, pois o pai deles tinha adoecido. A mãe disse aos filhos que era gripe, mas a Mariazinha tinha ouvido os pais discutir - Como é que tu apanhaste gonorreia? – gritava a mãe bastante enfurecida. A Mariazinha, assustada, não quis ouvir mais nada e fugiu para o quarto. Mas hoje era um novo dia, todos estavam felizes. O pai disse aos filhos que o seu corpo ficou incólume à gripe, que não havia sequela nenhuma e a mãe dançava e rodopiava a sua saia plissada junto à enorme janela do hall que deixava o sol iluminar toda a casa.
Eram dez da manhã quando partiram, o Marcelinho estava tão entusiasmado que pinchava no banco de trás do carro. A sua irmã também estava entusiasmada, mas não fazia daquelas tolices. Até disse ao irmão que ele era um ser humano muito estranho. Durante a viagem viram muitas coisas engraçadas pela janela. Numa das vezes a Mariazinha comentou que achava feio um homem branco e uma mulher preta juntos, depois de ver um casal do género a passear na rua. A mãe explicou-lhe que não tinha nada de achar feio, que isso era racismo e racismo era crime.
- Porque é que é crime? – perguntou a Maria.
- Porque está na constituição e se fazes algo contra a constituição então estás a cometer um crime. – explicou a mãe.
- Então, anticonstitucionalissimamente falando eu acho que é feio também Mariazinha.  – disse o pai a rir-se. A mãe olhou furiosa para ele e o pai calou-se e focou a sua atenção na estrada.
Quando chegou a hora de almoço pararam num pequeno restaurante à beira da estrada para petiscar alguma coisa. Enquanto comiam viam o telejornal que naquela hora transmitia a notícia de uma curra na zona de Almada. Marcelinho reparou que no rodapé da notícia tinha um erro, faltava o segundo ‘a’ a Almada. Quando a notícia terminou a mãe mostrou-se bastante indignada com a decisão do juiz de colocar os violadores a esperar o julgamento em liberdade.
- Aquele juiz é um ignóbil, estes homens deviam estar presos! E o miúdo, coitado, foi tão ingénuo em ir na conversa daqueles porcos! E tu Marcelinho, despacha-te a comer, és sempre tão pachorrento à mesa! E tu, homem, deixa de ser tão taciturno, não tens nada a dizer sobre o que estes homens fizeram aquela pobre criança? E se fosse a um dos teus?
- Não digas isso! – bate três vezes na mesa de madeira – Sabes que sou bastante supersticioso. Mas vá lá despachem-se a comer que com este tempo deve estar imensa gente no jardim. Depois não têm espaço para brincar.
- Como é que sabes que vai estar muita gente? – perguntou Mariazinha.
- Tenho instinto para estas coisas. Intuição masculina - disse o pai.
Depois de almoçarem passaram uma bela tarde a passear e a brincar no jardim. Já a caminho de casa Marcelinho e Mariazinha adormeceram de tão cansados.
- Coitados dos miúdos, já vão a dormir. – comentou o pai.
- Ficaram KO com tanta correria. – disse a mãe. Depois abriu a janela para sentir o vento e sorriu. É bom estar em família.





Avaliação do Júri







FREE LIVE



Desafio bónus




Gosto de imaginar miúdas de biquíni, oriundas da Ásia que gostem de falar alto, a desfilar na praia.


No último sábado, atirei um cocktail a uma loira num bar em Nova Iorque.


Quando vejo uma banana madura num hipermercado, fico possuído e sinto-me capaz de rosnar alto em cima de um biombo.


Nas férias, quando vou a caminho da praia com a minha prancha de surf, gosto de apitar aos outros condutores e fazer-lhes gestos obscenos.


Texto 1.0

Estava um belo dia de Verão no Algarve. A praia enchia-se de jovens durante a tarde, que anseavam por comer uma bola de berlim e dar um mergulho na água, de forma a aproveitarem os últimos dias de sol. Um desses jovens era Álvaro Martins. Álvaro esperava que a sua amiga de longa data, Solange, viesse ao seu encontro. A mãe da adolescente era dona de uma empresa de cosméticos, enquanto o pai tinha um cargo de razoável importância no governo, o que fazia de Solange uma das raparigas mais ricas da zona.
- Desculpa o atraso, Álvaro! – A loira, recém-chegada, atirou a sua pequena mala para a areia e estendeu a sua toalha. – Sabes como é, a esta hora há sempre muito trânsito.
- Pois, eu imagino que sim, mas chegaste uma hora atrasada. Pensei que, ao invés de te dirigires para Manta Rota, tinhas ido ao Japão.
- Na última vez que fui ao Japão, fiquei os últimos dois dias deitada na cama do quarto de Hotel doente, num vaivém entre a cama e a sanita, portanto não é um destino onde queira voltar tão depressa. Olha, eu trouxe uns croissant’s, uns sumos de pacote e um iogurte de banana, mas não sei se ainda está tudo fresco. Se eu pudesse, trazia o frigorífico para cá, mas não tinha espaço na mala.
- A esta hora já deve estar tudo fora do prazo de validade. Até um ornitorrinco tinha chegado mais depressa, Solange!
- Olha, eu sei que cheguei atrasada, mas já te calavas, não? – Solange retirou os óculos de sol e apontou o dedo indicador para o amigo. – Eu já sei o que é que te pode animar. Anda, vamos embora. A praia também está uma seca.
Álvaro ficou intrigado, mas nem ripostou. Vestiu a t-shirt e rapidamente seguiu a sua amiga, em silêncio, até chegarem ao lugar onde Solange havia estacionado o carro.
- Tu trouxeste o Audi do teu pai para a praia? Para quê, Solange? Para o encheres de pó?
Solange revirou os olhos e nem lhe respondeu, simplesmente esperou que Álvaro entrasse, colocou a chave na ignição e arrancou.
A viagem foi feita calmamente. Álvaro permanecia imóvel no carro, com medo de provocar algum estrago, enquanto Solange mudava as estações de rádio à procura de boa música, mas a única coisa que encontrava era noticiários que davam conta da crise, da vitória do Benfica e dum tornado nos Estados Unidos. Álvaro continuava com cara de poucos amigos.
- Porque é que estás com um ar tão carrancudo? O Benfica ganhou ontem, tu não és ‘vermelho’?
- Solange, onde é que nós vamos afinal?
- É surpresa. E não precisas de mijar as calças, já estamos a chegar.
Pouco depois, Solange estacionou e saiu.
- Fica no carro, Álvaro, eu já te chamo.
Solange foi na direcção de um homem e conversou com ele durante alguns minutos. De seguida, deu sinal a Álvaro para sair do carro. Depois de passarem por alguns barcos, acabaram por parar e entrar em um pequeno barco a motor.
- Então? Gostaste da surpresa, Álvaro?
- Eu não sei se isto é boa ideia…
- Ah, vá lá! Vais ver que é mais divertido do que ficar fechado em casa a abrir e a fechar o frigorífico. Só tenho pena que aqui não havia nenhum submarino, senão eu tinha alugado um, ia ser muito mais emocionante!
Solange colocou o barco a trabalhar e arrancou. O barco rapidamente atingiu altas velocidades, que assustaram o seu amigo Álvaro.
- Solange, pára com isso. Eu quero voltar a terra, não gosto nada disto.
·         Solange ignorou-o, enquanto disfrutava daquele momento de total liberdade. Aquilo ainda era melhor do que se atirar de uma cascata de metros!
De repente, o barco parou. Solange abriu os olhos, sem perceber o que tinha acontecido, até que percebeu que tinha sido o seu amigo a parar o barco.
- Pronto. Agora quero voltar à praia, por favor, Solange!
Irritada com o facto do seu amigo ser um resmungão, Solange aproximou-se dele, atirou-o à água e arrancou.
- Pronto, agora ficas aí de molho até deixares de ser careta. – gritou ela, enquanto se afastava da zona.



Avaliação do Júri







S


Desafio bónus

A mulher de biquini que veio da Ásia pediu ao rapaz para não falar alto.

A loira que vivia em Nova Iorque morreu atropelada no sábado enquanto ia a atravessar a passadeira a caminho do bar para beber um cocktail.

O biombo foi partido pelo macaco, que se assustou enquanto estava a comer uma banana, quando um leão entrou a rosnar no hipermercado.

Um homem que ia com uma prancha de surf a caminho da praia morreu na estrada com um ataque cardíaco, e uma mulher que estava de férias que não se apercebeu do sucedido começou a apitar porque estava com pressa.


Texto 2.0

Marea abriu a janela, lá fora a noite estava gelada, mas a jovem sentiu necessidade de respirar uma última vez, para aliviar o seu estado de espírito que se encontrava preenchido por uma inquietação e nervosismo crescente pois faltavam poucos minutos para a hora em que tinha nascido. Anteriormente, a data do seu aniversário era comemorada com uma grande festa, mas hoje, tal não se ia suceder, uma vez que esta noite algo ia mudar, Marea tinha a consciência que não podia escapar ao seu destino, embora deseja-se isso mais do que alguma vez desejara algo na vida.
Esta é a noite que antecede o seu vigésimo primeiro aniversário, e como tal, a jovem ia passar a ser considerada uma adulta, conforme as leis estabelecidas pelo governo do ano 3100.
Marea sabia que viriam buscá-la na hora exata em que completasse essa idade, mas ela nada podia fazer contra, já que tinha consciência dos castigos aplicados a quem se recusara a ir com eles.
A rapariga mantinha na memória as imagens das torturas aplicadas às pessoas que não obedeciam às regras governamentais, sendo-lhes por isso aplicadas em praça pública, torturas violentas, desde arrancar dedos; queimar a pele; esventrar..., como forma de dissuadir eventuais manifestantes.
Marea tinha pesadelos frequentes, devido a essas medidas, talvez por isso se tivesse convencido a não dar luta, quando a viessem buscar a casa.
A jovem permaneceu em silêncio a pensar o que lhe iria acontecer depois de ser levada, tendo consciência que podia eventualmente morrer, uma vez que se falava que o governo andava a usar pessoas na idade adulta como cobaias de laboratório.
Marea fechou a janela, e observou a mansão onde outrora já vivera com a sua família, recordando os bons momentos que passara naquele casarão, antes de um vírus acabar com essa felicidade, a rapariga sem saber, era imune a esse agente patogénico, pelo que ficou a viver sozinha naquela enorme e nobre mansão.
A hora chegou, e os agentes entraram no casarão, informando Marea que não precisava de levar bens com ela, uma vez que a instituição fornecia todos os bens desde comida, roupa, etc. A rapariga percebeu nesse exato momento que o dia que mais temia, tinha chegado, o dia em que iria ser levada, sem saber exatamente para onde nem com que finalidade, sabia apenas que tinha de obedecer, caso contrário, sofria as consequências, que tinha bem presentes na sua memória.
Entrou no veículo destinado aos transporte de pessoas para a instituição, colocaram-lhe um dispositivo para realizar um teste de ADN, uma venda, confirmaram a idade, e  de seguida deram-lhe um sedativo, de forma a assegurar que Marea não visse de todo o percurso até chegrem ao destino.
Quando a rapariga acordou, já se encontrava dentro da instituição, juntamente com outras pessoas de mesma idade, e que tinham sido recolhidas nessa noite.
Nessa noite, os rapazes foram separados das raparigas, e ambos os sexos foram levados para salas distintas, onde foram obrigados a despir-se para serem analizados e catalogados, de seguida foram levados para os banhos públicos, onde foram desinfetados, de forma a ficarem mais “puros”, após o banho, foram conduzidos para os dormitórios, com o objetivo de descansarem, para que no dia seguinte pudessem ser iniciadas as experiências.
Marea não conseguia adormecer, só pensava que tipo de experiências é que poderiam fazer com ela, mas enquanto pensava nisso, apercebeu-se de algo que a deixou mais nervosa e aterrorizada, as “prisioneiras” que estavam em cativeiro há mais tempo, eram desprovidas de personalidade, não tinham espírito crítico, e possuíam todas o mesmo pensamento formatado, o que levou a “recém adulta” a chegar à conclusão de que de alguma forma as experiências realizadas naquela instituição alteravam de forma irreversível, o desenvolvimento social e psicológico das vítimas, havia algo naquele local que fazia com que cada pessoa se tornasse numa espécie de robot/ android.
No dia seguinte, as “prisioneiras” acordaram sobressaltadas com a notícia da morte de uma rapariga, vítima de uma experiência génetica mal conseguida, depressa começaram a surgir rumores de que a rapariga tinha sido submetida a uma experiência na qual tentaram fundir genes do seu próprio DNA com genes do DNA de uma raposa, com o objetivo de criar super soldados, devido a este acidente as raparigas foram avisadas de que naquele dia não iam decorrer mais experiências, até que se averiguassem os estragos causados no laboratório.
Marea viu naquele acidente, a oportunidade perfeita para socializar com as outras raparigas que se encontravam em cativeiro há mais tempo, e que ainda não tinham sido submetidas ao “aspirador da alma” (era este o nome que as “prisioneiras” davam ao instrumento que retirava a personalidade), de forma a tentar perceber o que se passava naquelas instalações.
A rapariga decidiu abordar uma “prisioneira”:  
- Como the chamas?  – perguntou Marea.
- Noo...Noona – respondeu a rapariga com algum receio.
- Noona, tu fazes alguma ideia do que passa aqui? – perguntou Marea.
- Não sei se posso dizer aquilo que sei...comenta-se que o governo anda a fazer estas experiências com pessoas, com o objetivo de desenvolver uma nova tecnologia, mas ninguém sabe bem o que é...
Marea reparou que a rapariga sabia mais do que queria dizer, mas decidiu que iria respeitar a sua vontade me não revelar mais nada.
Noona e Marea falaram durante horas, até que a primeira começou a falar sobre a vida Marea ficou a saber que Noona sofria de cleptomania, porque esta lhe tinha contado que desde criança que tinha o vício de furtar pequenos objetos, não conseguindo controlar essa falha, e que podia ser um problema genético do sexo feminino da família da rapariga, uma vez que um familiar ancestral tinha manifestado os mesmos sintomas.
Noona revelou também que nunca mais tinha tido contacto com a família, uma vez que como o pai dela era oftalmologista, logo, era uma pessoa com dinheiro, pelo que tinha decidido interná-la numa cínica com o objetivo de fazer um tratamento, contra a sua vontade.
Marea reparou que enquanto Noona falava sobre o seu passado, lhe escorriam lágrimas pela face, à medida que a rapariga ia falando sobre os métodos pouco convencionais da clínica.
Noona revela a Marea que ainda tem bem presente na memória, o dia em que tentaram operá-la para lhe retirar o problema, contando-lhe que a levaram para uma sala de operações, e que começaram por lhe dar um comprimido para “desligar” os neurónios sensoriais da dor, depois cortaram-lhe o cabelo, fizeram um corte incisivo com um bisturi, de forma a atravessar a pele e o osso, para chegar ao cérebro, onde iriam implantar um chip, que iria emitir impulsos elétricos, numa frequência semelhante à do organismo, de forma a corrigir a cleptomania, mas Noona não deixara a operação chegar ao fim, uma vez que ela conta a Marea, que fugira da sala de operações, acabando por ir parar a uma sala do hospital,onde acabara por coser a cabeça sozinha, pondo uma ligaduras à volta das costuras, de forma a fazer-se passar por uma paciente do hospital, para escapar das instalações, acabando por se tornar uma sem-abrigo, até ser descoberta pelos agentes do governo quando completou 21 anos.
Marea ficou a saber através de Noona, que o vírus que dizimou a sua família tinha sido criado pelo governo, devido a uma experiência falhada, a rapariga sentiu-se ainda mais revoltada, e juntamente com Noona, iniciou um plano para destabilizar a hierarquia das instalações onde se encontravam, com o objetivo de libertar as outras “prisioneiras”.
Marea e Noona tinham decidido que não iriam assistir a mais nenhum crime hediondo in loco, provocado por aquele governo corrupto.
Noona perguntou retoricamente, mas com determinação: - Vamos acabar com eles?
Ok! – respondeu Marea.



Avaliação do Júri







MDD


Desafio bónus



Quando começo a falar alto é porque estou a imaginar a tua mãe Biquíni na Ásia!

No sábado fui beber um cocktail com uma loira a Nova Iorque.

Quando fui ao hipermercado para comprar um biombo, ouvi uma banana a rosnar.

Nas férias que acabaram há pouco, houve um dia em que eu levava a prancha de surf debaixo do braço, por um caminho meio estranho e um polícia começou a apitar!


Texto 1.0


Lembras-te da Rita? Aquela rapariga que tinha um vício qualquer? - perguntou Madalena à amiga.
- A miúda com cleptomania? - perguntou a amiga.
- Essa mesmo! Tentei encontrá-la numa Rede Social qualquer e não consegui... Ela já teve a criança.
- Tens de comprar um telemóvel android! Não é nas mensagens que vais encontrar as pessoas! Isso não é uma rede social! - disse a amiga.
- Mas o meu filho disse-me que se mandava mensagens às pessoas lá na rede!
- O teu filho precisa é de ir ao oftalmologista... E eu tenho que tratar as dores que tenho no osso! - disse a amiga.
- Ah, ok! Mas aonde? Aqui? - perguntou Madalena colocando a mão na barriga da amiga.
- Não... mais em baixo! O médico disse que as dores e sofrimento é hediondo dos doces que como...
- Ó filha isso é dor de alma! Isso não é nada! - disse Madalena.
- Eu sou nobre. Existe uma hierarquia, Madalena. Eu tenho direito a ter dores mesmo quando não as tiver! - disse a amiga.
- A mentira um dia torna-se irreversível... Tens de ter um espírito mais in loco...Ou loka! Não sei! O que o meu filho diz!
- Pronto, ok. Tu é que sabes... Olha! Olha, uma raposa ancestral! - grita a amiga.
- Raposa ancestral? Ó filha, eu acho que quem está a precisar de ir ao oftalmologista és tu...



Avaliação do Júri







Já deu para perceber que temos aqui grandes escritores!


Aqui está o quadro das pontuações:










Depois de 2 desafios seguidos na liderança a Magy abandona o 1º lugar!



Tiago-
Como vencedor deste desafio deverá mandar por MP o nº de casas que quer andar no tabuleiro e ainda escolher uma destas Mistery Boxes.



                                   MDD, Free Live, Joni Milk, S e Magy- Devem escolher uma destas cartas.



O Browns mais uma vez não fez o desafio

Mandem a MP até ás 12h

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 3:45 am
Eu acho que o meu texto ficou muito cliché, queria fazer algo mais elaborado, mas também não poder alterar o géneroe  número das palavras limitou-me a criatividade, peço desculpa do final, eu sei que não ficou muito bem, mas aquela última palavra, foi o suficiente para chegar ao limite de páginas. Fiquei surpreendido com a pontuação do meu texto, e acho que merecia menos, porque tinha imaginado um plot na cabeça que não consegui transpor para o papel,tenho pena que assim tenha sido, mas infleizmente nem sempre se consegue controlar todas as condicionantes, e neste caso fiquei mesmo desiludido comigo mesmo, porque este teste serviu para demonstrar que não tenho jeito nenhum para criar um encadeamento lógico e envolvente que prendesse mais o leitor.

E parece que as pessoas ficaram fãs do texto do MDD, é o mais votado. O público é soberano. Laughing Laughing Laughing
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 8:49 am
O facto de o texto do MDD ter ganho na votação mostra o nível de leitura que temos no fórum: quase nulo. Aquele texto são frases soltas, a maioria nem conecta umas com as outras. No entanto é fácil de ler porque não puxa pela cabeça e pelo esforço. É isso que temos por este fórum. Aliás basta ver pela grande maioria dos comentários que se lêem por aí: muitos deles nao passam de frases soltas. É muito raro haver comentários estruturados. Enfim!

Só espero que as 12h do limite para enviar a carta seja o meio dia de hoje.

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 9:42 am
O texto do MDD, o pior na minha opinião (sem ofença), ganhou a votação? Quem votou? lol
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:00 am
Magy escreveu:O facto de o texto do MDD ter ganho na votação mostra o nível de leitura que temos no fórum: quase nulo. Aquele texto são frases soltas, a maioria nem conecta umas com as outras. No entanto é fácil de ler porque não puxa pela cabeça e pelo esforço. É isso que temos por este fórum. Aliás basta ver pela grande maioria dos comentários que se lêem por aí: muitos deles nao passam de frases soltas. É muito raro haver comentários estruturados. Enfim!

Só espero que as 12h do limite para enviar a carta seja o meio dia de hoje.
A Magy disse tudo. O facto deste texto ganhar não faz sentido nenhum!!!

Samuel escreveu:O texto do MDD, o pior na minha opinião (sem ofença), ganhou a votação? Quem votou? lol
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:02 am
Eu ganhei? Shocked Eu fiz o texto praticamente à pressa. Nem pensei muito no que escrevi...
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:11 am
MDD escreveu:Eu ganhei? :shock:Eu fiz o texto praticamente à pressa. Nem pensei muito no que escrevi...
Notou-se! xD

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:23 am
Fiquei surpreendida com a votação, confesso. Mas bem,

Pedrosic escreveu:Hum...afinal Build Text correu melhor do que esperava...

Aviso: O júri ainda não avaliou os restantes textos, por isso é probável que os quadros das pontuações saiam depois da meia noite, ou seja amanhã!  Razz 

Entretanto vou disponibilizar os textos dos concorrentes e abrir uma votação!

Cada voto vale 20 pontos....
Cada voto do público valia 20 pontos? Não percebi esta parte, não vi referência à votação no post do Pedro nem no quadro dos resultado.s
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:44 am
Sim, os votos valem pontos, mas são pontos bónus, que só vão ser adicionados daqui a 3 dias...

Parabéns MDD, o teu "texto" encantou o Zapps!


Última edição por Pedrosic em Qui Set 05, 2013 10:56 am, editado 1 vez(es)

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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:50 am
Pedrosic escreveu:Sim, os valem pontos, mas são pontos bónus, que só vão ser adicionados daqui a 3 dias...

Parabéns MDD, o teu "texto" encantou o Zapps!
Que grande encantamento. Laughing Não é possível dar a vitória ao Texto E? Acho que seria merecido.

O meu mais um pouco e nem texto é.


Última edição por MDD em Qui Set 05, 2013 10:56 am, editado 1 vez(es)
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Re: Build Text

em Qui Set 05, 2013 10:54 am
Seja em que programa for a votação raramente é justa!
E eu tive o cuidado de separar a votação das classificações finais do desafio...
20 pontinhos por cada voto aproveitem!

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Re: Build Text

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